domingo, 25 de abril de 2021

Época de sargos

 Ola pessoal.

Com a Primavera ai, já comecei tarde a época dos sargos, pois gosto muito de atacar na minha pesca favorita, nos finais de Fevereiro inicio de Março, pois é nesta altura que faço as melhores capturas em termo de peso por peixe, muito sargo na casa de 1kg , mas devido à porra da pandemia, a época veio atrasada, mas ainda fui a tempo de apanhar uns bons dentolas, com o final de Abril, começam os quileiros a ser menos e muitos deles magros, pois acabaram de desovar e veem pele e espinha.


Com a Primavera vê-se a natureza ao rubro, muita passarada anda por ai num frenesim doido :)

Como não pode faltar nesta altura do ano também, são as iguarias da horta do meu vizinho, nada como uma manhã a descascar favas para futuras favadas com entrecosto e linguiça, prefiro passar uma manhã de Domingo a descascar favas do que no telele a perder tempo.


Bem como disse, sargos no meu prato não faltaram, quase 3 meses sem comer peixe de qualidade fresco, à 3 semanas que faço uma refeição de peixe diariamente, é cozido é forno e na grelha, só agora é que estou a começar a enjoar um bocadinho :)

Sargos e sargos, é o prato do dia.


A meio da preparação para ir ao Forno, ainda apanhei uns gordos e ovados.


À posta cozido com legumes.


Na grelha, a minha maneira preferida de desgostar um sargo, e nem é os grandes, são mesmo aqueles na casa de 400,500g que eu considero o melhor para grelhar.

 

Os corvos marinhos Alentejanos a descansar numa pedra ilhada.


Hoje acabo apresentando o meu amigo Sargueta, que tirando uma sova que deu a minha cadelinha e umas quantas arranhadelas e dentadas que levei, o gajo até gosta de mim, lata não lhe falta, personalidade também não, à 3 anos atrás apareceu aqui na minha rua, totalmente esfarrapado, e depois de comer muita sargueta cozida que eu lhe confecionava diariamente o sacana adotou a minha Rua para morar, que estranho não é! batizei-o como SARGUETA.

 Cama num quintal de um, WC no quintal de outro e restaurante na casa do careca sargueiro, força não lhe falta para ir as gatas a noite, para não falar que é líder e chefe da Rua, não é a primeira vez que o vejo a dar porrada aos cães que aqui passam, a minha cadelinha já sabe, pode-lhe bater, mas depois está uns mês sem sargos e aproximações, eheheheheheh, a flor é dele, se a quiser regar, só quando ele acordar, grande peça mesmo, isto si é um gatarrão à seria.

Boas fainas.

domingo, 4 de abril de 2021

Bons momentos

Ola pessoal.

Hoje vou postar umas fotos e resumir o mais breve possível  o que elas significaram para mim, a horas de desconfinar , amanhã o meu almoço será sargo se tudo correr bem, será um dia normal, com peixe na brasa fresco, apanhado , amanhado e assado por mim, uma coisa tão simples...que me deixará com um sorriso na cara.

Se já queriam distanciamento social, arranjei uma maneira de ir a praia, descer a Vila, pegar no barco e fundear na praia do Vasco da Gama, mesmo ao lado da Marina, aquelo eco das gaivotas e umas loirinhas geladas com amendoins, este ano é pra repetir certamente.

O meu primeiro dia de ferias, foi na vinha do meu amigo Marinho, ao lado da Casa da Ermelinda de Freitas, debaixo do sol escaldante ajudei o meu amigo a tratar da vinha, depois do trabalho uns sargos grelhados a maneira do Sr Diamantino (pai do Mário) com um Rose gelado caseiro a acompanhar, arregacei as mangas, fui apanhar os tomates para fazer uma super salada, que acabou com os melões da horta como sobremesa, fica na memoria este convívio, com trabalho a mistura.


Depois de apanhar uns percebes para o lanche, e para iscar, tive mesmo para me pirar, tal era o mar bruto que estava neste dia de verão quente, a ilha escolhida, com 2 a 3 horas de enchente ia se tornar perigosa, o período grande, dava-me algum desconforto, não conseguia pescar para os pontos quentes que conheço tão bem, restava-me pescar para partes mais fundas, habitadas habitualmente por safias e caralhetes, mas neste dia, havia peixe, mas que peixes, em 40 minutos, fiz 7 sargos e 3 douradas (record a chumbica de douradas) fiz 8,5kg de peixe, tudo peixe de 700 a 900g tirando a douradinha maior de 1,300kg, para uma ilhada de agosto, também ficará na memória.


Pesca muito bonita, que agora me arrependo de não tirar uma foto mais bonita no pesqueiro, pois os sargos eram lindos também, mas o mar traiçoeiro fez-me fugir a pressa.


Dia quente de verão, na minha praia preferida, ondinhas divertidas, água boa e poucos surfistas, não procuro grandes ondas, com a idade, procuro tranquilidade e a não necessidade de disputar ondas no pico.


Praia de São Torpes, um banco de areia fazia rolar direitas longas, rápidas e divertidas, enchi a pancinha neste dia.


Não há  nada melhor, que um dia de verão com ondas e calor.


Curtir, curtir e mais curtr.


Lá está o careca armado em tubraider, eheheheh


Pescar ao lado do Fundeador de Navios, é ter sempre uma faca a mão e ligar o motor, que o diga o meu amigo Magrinho que ia sido varrido por um, que susto apanhou ele.


Uma pesca perfeita de barco, novato nesta vertente das douradas, já vou dando com algumas, época curta devido a pandemia, ainda fui a tempo de apanhar umas boas douradas, neste dia depois de fechar a cesta com um belo sargo, entrava na casa dos 10kg e tive que ter coragem para voltar a Marina com o peixe debaixo do barco...

Uma coisa que tem deixado triste é ver ditos profissionais da área da pesca aqui de Sines, continuar com as mentes atrasadas a continuar a fazer lixo a descarada, o que vi nos últimos dias, nos dias que correm, com informação toda que temos, é gritante a falta de civismo e respeito com a natureza, que lhe dá o dinheiro para eles viverem, muito triste mesmo.

Agora já posso dizer, boas fainas.








domingo, 21 de março de 2021

Saudade da brisa do mar

 Olá Pessoal.

No meu caso, até tenho levado com alguma maresia, tenho o privilégio de a conseguir sentir, vou relatar uma pescaria , a ultima feita com o meu amigo Marinho, a long time ago, uma ilhada bem curtida por nós os dois, dia quente de verão, pranchas na água com nevoeiro serrado matinal e toca de remar, saltamos para uma ilha e caminhada na mesma para entrar novamente na água para remada final até ao destino que poucas vezes vamos lá, pois é preciso mar mesmo manso para pescar neste pesqueiro de excelência aqui de Sines, ilha longe e só mesmo os locais percebem qual o mar e maré que dá para estar lá descansado e não ter dissabores.


Conto esta história, pois está bem fresca na memória, apenas tenho uma foto desse dia, mas queria registar esta ilhada com o meu amigo Mário, pois já dá saudades fazer um dia de pesca com ele, sempre boa onda, tranquilo e quando nos juntamos os sargos até voam, eheheheheh, fazemos uma equipa forte se não dá um com eles, dá o outro e é raro não trazermos bons sargos, pois vamos falando e quando um acha o sitio que eles estão a mariscar, dividimos as capturas, a partilha de informação nesta pesca torna-a ainda mais produtiva.


Primeiro fomos apanhar uns percebes unha a unha, daqueles perdidos de excelente qualidade, esta pedra tem marisco de excelência, mesmo numa altura que já passaram lá muitos mariscadores (meio do verão) com calma apanha-se bom marisco, eu pessoalmente vou mariscando e aproveitando a escolha (percebe mais pequeno que veem junto aos maiores) para iscar, tenho uma bolsinha de cintura que estando cheia, dá para fazer a pesca ao sargo.

A foto de cima é a tal do dia da história, eu tenho mais prática do que o Mário, e enquanto ele preparava o material, com a mestria dele, eu estiquei a minha cana sargueira pré histórica, chumbica de 3 gramas empato um anzol e vá de começar a procura deles.

Disse ao Mário, despacha-te que eu faço 10 kg e vou embora, ahahahahah, e não espero por ti, 6 lançamentos 6 sargos daqueles palmeiros da grelha, se o Marinho duvidava que eu faria 10 kg e pirava-me, mudou logo de ideia e começou logo também a virar neles, com a maré a subir começaram a entrar uns dentuças quileiros de respeito, ambos fizemos belas pescas, o Marinho para mim fez a melhor pesca do Ano dele, apanhou um lote de sargos espetacular, comprida a lei, lá viemos os dois com a cota de sargos permitida por a mesma.


Neste dia deixei fugir uma boa dourada, depois de a cansar e ter conseguido a puxar para a parte traseira da ilha, ela já deitada na pedra de lado, desferrou e veio uma chapinhada de mar e lá foi a vida dela , no dia seguinte apanhei uma, e juntei na grelha a umas cavalas escaladas ( que eu adoro ) tem que ser é acabadas de apanhar.

Muito peixe eu comi este verão, quando o mar está forte e predomina o vento norte por aqui, o que costuma ser as vezes uma semana seguida, pego no barco e com um aparelho apanho uns carapaus e umas cavalinhas só mesmo para a grelha, bem falando em barco o gajo já deve ter os pneus em baixo de não andar, eheheheheheh, bem não vou falar da pandemia, senão vou chamar nomes a DGRM, que é como fosse uma mãe a abandonar o seu filho ou pior, deixa-lo num caixote do lixo abandonado.


O careca a tentar fazer tubos onde eles não existem, ahahahahahhaha, está praia é mítica, surfar aqui no verão é sempre um prazer onde me faz recordar a juventude, amigo Cris, a praia onde surfamos quando vieste cá no verão, faz umas fotos giras com as ilhas lá atrás :)

Quando finalmente organizei a minha vida e arranjei condições para ter um barquinho, tive que fazer uma cirurgia, que me condicionou, este ano foi o que foi, com os confinamentos mas o barco é mesmo para esta lulas Xl que aparecem aqui em Sines no inverno, Novembro fiz uma semana de luxo, mas foi mesmo essa semana em 2 Anos que pesquei livre, bem fisicamente e com tempo, depois há aquele pessoal que me pede para os levar as lulas, fdx mal eu consegui ir quanto mais levar alguém, fora a despesa que tenho, para o ter estacionado, ainda por cima esta marina é do estado, o que custa ainda mais :(


Para acabar, mariscada diversa, não poderia faltar.

Gostaria de dizer que está quase, mas já perdi a esperança, saúde e paciência para todos. 




segunda-feira, 1 de março de 2021

Robalos depois da seca

 Olá amigos.

Desta vez vou fazer um intervalo aos relatos de verão, e vou contar o único dia que pesquei ao robalo esta época, por norma pesco apenas entre Dezembro e Fevereiro e procuro unicamente robalos grandinhos, não quer dizer que se vier um na medida vai para água, robalo dentro da lei vai para a minha refeição, a época transata "2019"apenas pesquei 2 vezes na companhia do amigo Marinho, que devido a cirurgia que tinha feito estava a 30% fisicamente e só com ajuda dele o consegui fazer, dois chibos o resultado, este ano como todos nós sabemos foi a limitação da pandemia.

Neste dia abri com uma almoçarada:

 Lulas grelhadas escaladas, com uma boa salada e umas navalheiras a acompanhar, a bebida escolhida foi um branco de qualidade , pelo menos para mim ;)

Depois do almoço foi hora de preparar a tralha para passar a noite toda a espera do cabeçudo , fiz uns estralhos bem fortes, não fosse lá um comboio, 2 anos sem sentir um robalo, estava com uma fé do caraças, frio, mar a cair mas forte, davam-me esperança.

A tarde caminhava bem, e tinha combinado numa tasca encontrar-me com o amigo Joni Barca, que vinha de Alcácer ter comigo, amigo de surf e agora com o vicio da pesca, grande camarada mesmo, depois de preparar a bucha para a longa noite e como tinha comido pouco ao almoço, estrelei um ovo com favas e entrecosto com sumo de uva e arranquei com a barriguinha forrada ter com o amigo Joni.


  Encontro na tasca, bebemos um café e um moscatel com cheirinho a pinhal e mar, único por estas bandas e arrancamos rumo ao destino escolhido.

Como ia com tempo, adoro por as pesca a pescar ao cair do sol, tinha dito ao Joni que ia apanhar um robalo no agueiro que me presenteava no meu spot e que estava cá fora antes do sol bater na água, ele não ligou muito, com as 3 canas a trabalhar, tirei um Pragado daqueles do tamanho do prato para livrar a grade.

O sol descia e vi a cana a bater, tal e qual como fazem os cabeçudos, pancada seca e cana com o fio todo bambo, dei uma corridinha com a ansia de sentir um bom peixe finalmente e tal e qual como tinha dito, é bom um gajo por vezes ter este feeling e acertar, sinto que subi um patamar na experiência como pescador, notei que não era o tal que me apetecia sentir, mas já brigava e deu-me uma boa sensação, finalmente tinha matado o chibo robaleiro.

A foto já foi tirada de noite, mas o gajo foi apanhado de dia :)

A noite prometia, com a maré a encher, apanho mais um robalete quileiro, e um carapau que engoliu uma isca robaleira quase do tamanho dele... mas a partir dai com as condições de gala e muita água no pesqueiro, a atividade parou por completo, o amigo Joni com apenas um besugo transmontano, decidiu desistir e rumar a Alcácer, eu como tinha meio litro de tinto e um belo abrigo para a noite húmida, foi petiscando, descansando e vendo as canas durante toda anoite, pois o mínimo de distração as linhas areavam com muita facilidade.

Peixe já tinha para dar uso ao tacho e a grelha.

A noite caminhava para o fim e mesmo estando 8 horas sem sentir peixe, continuava com feeling que ainda poderia entrar um peixe no agueiro, as 6 da manhã quando vi a cana bater, com o cansaço já pensava que era uma visão que estava a ter, pois acontece-me muito isso principalmente quando estou deitado a olhar para as canas, mas depois de segurar a cana, vi que tinha o irmão do 1º robalo na linha, e com tranquilidade veio cá para fora, ao amanhecer tirei também o irmão do Pragado.


Tinha a pesca feita, nenhuma pescaria de sonho, mas passado 2 anos, parecia a melhor pesca da minha vida aos robalos, 3 robaletes 5kg foi ouro sobre azul para o deserto que tinha passado.



Saudinha e muita precaução, vamos ver se as coisas endireitam para voltarmos  a apanhar uns peixes bons, força ai pessoal.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Troca saudável

 Olá amigos.

Como prometido, lanço novo post para distrair em mais um dia fechados, o que vale é que está um dia de Inverno à homem, eheheheh, os gajos das obras é que poderiam dar descanso aos martelos e retificadoras pelo menos ao fim de semana, é inadmissível todos nós estarmos a fazer um esforço destes e tenho uma obra de um hotel á porta que desde as 7 da manhã até não haver luz, dá-me cabo da cabeça com a barulheira, a lei do barulho devia ser revista em estado de emergência.

Bem já mandei vir, agora vamos ao que importa, petisco, pesca e uma ondinha, pensava a pouco do porquê, de um verão se bons sargos, e relembrava que o 1º confinamento foi à quase 1 ano, período do defeso e desova do sargo, sei também que nós Lúdicos, não somos os responsáveis da apanha excessiva de qualquer que seja a espécie do mar, mas será que os sargos que não foram capturados junto a costa se mantiveram e passaram o verão no mesmo sitio, com situação igual ao ano passado, neste verão vou ver se estas capturas se repetem.


Lindo dentuças em pleno dia enublado abafado, foi o record do ano em peso 1450kg a chumbica que ainda é mais difícil, ao surfcasting calhando dava ali três porradotas na escoa e vinha cá para fora, em pedra afiada e com uma cana da treta, é que considero estas canas do sargo mesmo uma treta, para içar um peixe de quilo borram-se todas, mas para pescar com ela na mão e lançar gramagens de 2 a 5 gramas são fundamentais e claro o grosso de capturas são peixes abaixo de quilo, mas que são muito fraca são.


Para mim no verão um sargo 400g a 600g é um bom sargo, faço muitas pescas com sargos desse calibre, que para mim são pescas bem positivas, peixes de dose e refeição, são um luxo no verão, quando sai um sargo acima de quilo é uma alegria imensa (em pleno verão) e por vezes há verões que nem 1 sargo acima de quilo se apanha, este ultimo foi ao contrário perdi a conta de sargos kileiros que apanhei, escondido nestas pedras ilhadas, consegui manter um ritmo que calhando nunca mais o vou ter, já pesco sargos há uns bons anos e sei que foi um Ano anormal, quer dizer, vamos ver este verão, se o confinamento não me vai brindar um verão de sargalhão, eheheheheh


7 Sargos de 700g a 900g em Agosto em plena luz do dia com água lusa não é normal.


Mesmo no verão, devido a pandemia os petiscos e convívios foram muito poucos, tirando meia dúzia de vezes, este lanche foi das poucas vezes que reuni com alguém.

Agora vamos ao titulo do post, a troca saudável, quem me acompanha aqui sabe que tenho um vizinho com uma horta junto ao mar, que faz questão de me oferecer as suas colheitas regularmente, ao qual eu agradeço e devolvo a sua generosidade com a minha, mas em peixe e marisco, um troca bem aproveitada de ambas as partes, numa manhã de trabalho de volta dos verdes a descascar e arranjar espinafres, foi uma manhã bem passada, a pré preparar futuras refeições.
Também me tem patrocinado umas âncoras para a minha embarcação é que o vizinho também é serralheiro sei que ele não vê o blog, mais vai aqui o meu obrigado.

Óhhhh Ki não comas as ervilhas :)


Cada qual com a sua pancada, a minha é a autossustentabilidade na alimentação, já que no resto é bastante difícil de o conseguir, com o confinamento, até isso esta se a esgotar, já limpei mesmo a arca, tenho me virado para muita fruta e frango,  peixe que gosto muito e que não apanho como o peixe espada preto, restam-me 2 lulas e uns polvinhos, isto porque não sou de congelar muito peixe, no meu ver perde muita qualidade, por norma tenho sempre peixe fresco o que não tem comparação.
É bom saber de tudo um pouco, hoje em dia fundamental e para mim uma mais valia é saber cozinhar, de tudo o que podemos saber e ter conhecimento cozinhar é a mais importante, sem comida não vives isso é certo.  

A foto que se segue é dedicada ao amigo FranciscoBelo, sargo cozido com legumes e ovo cozido, regado com maionese (que faz mal) mas faz uma combinação perfeita com vinagre e muito azeite, acompanhado de uma fatia de pão torrado com manteiga, azeitonas e um bom copo de vinho tinto que não se vê na foto.


Umas das poucas vezes que fui ao covil do Lobo do Mar, dia muito quente o que é normal por aquelas bandas, onde fui recebido com uma mariscada à Lobo de cebolada com pão Alentejano ( tudo apanhado e cozinhado por ele ) o que ainda é melhor, qualidade e frescura na certa, o Lobo trata o marisco como não há igual, adepto também da autossustentabilidade dá valor ao que come e bebe, bebida essa que sai mais fresca de uma arca manual do que numa cervejaria e no ponto, que em vez de beber uma bebe-se 10 ou 15 como ele diz , eheheheheh


Eu que sou mais de tinto do que cerveja,  no calor Algarvio não resisto a despachar uma dúzia delas,


Não é mariscada à Lobo mas está no nível dela.

Acabo com mais uma ondinha, num sitio que provavelmente vai deixar de dar estas ondas em breve, a construção da continuação do Molhe Leste esta a rolar e nos próximos 4 anos estará concluída, o que vai fazer que para surf  uma ondinha deste tamanho neste local vai ser preciso entrar 3 a 4 vezes mais mar do que estava neste dia por exemplo, acabam com tudo e  nunca é para melhor, pelo menos para mim, a evolução podia fazer pausas por certos anos, para a recuperação do planeta, uma boa pandemia na evolução era o que muitos gajos mereciam, a tecnologia é boa, mas gostava de ter vivido 20 a 30 anos atrás, depois há malta que me diz, "no tempo da ditadura? gostavas? "E eu pergunto o que é a Democracia? onde é que vou , o que é que faço, que não pague para fazer ou me deslocar, tirando o ar, não conheço nada que não pague ou me ponham limites, limitações e mesmo proibições, a juntar um sistema Jurídico injusto  que fecha os olhos aos corruptos políticos e o próprio estado injeta dinheiro neles, para depois nós pagarmos, grande democracia sim senhor, não quero ditadura, queria sim Democracia lógica, com consenso de todos, o que não existe, basta ver pela lei do defeso do Sargo no Parque Natural, grande Democracia que temos. 


Deixa lá brincar um bocado antes delas acabarem,
Pessoal, como digo sempre já faltou mais, cuidem-se e força, espero ter ajudado a passar o tempo e terem feito uma pesca imaginaria tal e qual eu fiz ao escrever este post.

Saudinha