quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Diversos

 Viva malta.

Como o título indica,  aqui vai uns peixes diversos e bonitos, antes de vir o frio do Outono/Inverno , as pescas andavam de feição,  no meio de tanto oceano, que por vezes parece que é só garoupas e safias, foram aparecendo uns lindos peixes para meu contentamento.

Mas antes disso fui brindado no último dia do Ano e no primeiro, por umas ondas perfeitinhas praticamente só para mim, foi mesmo a prenda de Natal, parecia tempo de covid, por norma não é assim por aqui, pois com o massivo crowd de principalmente Kamones com Caravanas,  deixa muitas saudades do São Torpes dos Anos 90 inicio de 2000... pois devido a isso acabo por pescar 90% e surfar 10% , mas nessa altura as % eram ao contrário... era viciado pela praia e surf


Matei mesmo as saudades e parecia que tinha voltado aos anos 90, nem um Kamone para chatear e a malta local também fez gazeta, para muitos o mar era pequeno, mas para mim  era perfeito.


Neste dia bati o meu record de pargo duas vezes, em peso... nada de outro mundo, pois há peixes destes com o dobro ou triplo do tamanho


Outra praia  do meu coração,  então aqui surfei sozinho certamente mais de mil horas nesses belos anos 90, nem sufistas nem banhistas, havia uma cabana/tasca que tinhas umas cervejas geladas divinais para tirar a salitre e uma mesa de snooker... o entrevalo das surfadas era bem divertido quando tinha companhia.


Tinha ali umas bocas oferecidas pelo amigo Lobo dos laredos que no verão se transforma em Lobo do lodo, a juntar aos primeiros percebes da época, fiz um lanche de luxo.


O Sargo Veado ou Saima, foi dos peixes que por vezes apanhei neste verão passado, peixes sempre acima de quilo e muito a bater nos 2 quilos, um dia eu o Muralha apanhamos 5 destes lindos e poucos sargos que habitam aqui a nossa costa.


Este já foi com a entrada do frio, ao contrário da Saima este Pargo Semêa tem as mesmas cores que a Saima mas o Negro troca por Vermelho, para mim o peixe mais bonito da nossa costa.

Os robalos deste inverno fizeram gazeta para os meus pesqueiros, não tenho dado com eles na areia, o Janeiro já foi com este temporal, mas em Fevereiro se o mar deixar ainda vou tentar apanhar 1 pelo menos, no verão tive sorte, no Inverno não me calhou nada, é assim a pesca. 

Boas fainas


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Adrenalina ao máximo

 Viva Pessoal.

De volta para contar um dia de verão muito atribulado, dia este onde o objetivo era ir a procura de uns bons peixes na fundura do mar de Sines, mar esse sempre muito habitado por Navios petroleiros e de contentores, quem anda aqui já está habituado a isso, pois uma grande área de fundeador é restrita a estes gigantes dos oceanos, isto é, proibido pescar e fundear nessas áreas que são delimitadas na consola GPS que por norma toda a gente tem hoje em dia, quem não está a par disto, nem imagina que por exemplo que 50% do mar em frente a Sines é só para isso.

Nesta pesca, o objetivo era sair dessa área e também evitar a zona de trafego (rota) dos mesmos para entrar no terminal, com alguns anos de mar já conheço bem as suas rotas e sei que por vezes certos pesqueiros estão numa zona muito perigosa, mas no pesqueiro em questão não era esse o problema, pois por pescas anteriores, sabia que estava fora de rota dos perigosos navios.

Com a chegada ao pesqueiro, começa a vir uma nevoa no horizonte, isto era quase 9h da manhã e nada previa isso, do calor matinal pouco normal o ar arrefece um bocado e com a vinda de um Navio de contentores vinha a tal nevoa a pairar sobre ele, basicamente esse Navio só entrava no cais com a saída de outro, é a norma deste processo, o mesmo gigante aproado a mim ai a uns 2km vinha nas calmas a espera da sua vez e eu só descanso quando vejo as letras gigantes da MSC a aparecerem é sina que está a manobrar.


Nisto o 1º peixe de jeito na cana do meu pai, depois de uma briga boa um lindo robalo de 4kg, por não ter os braços esticados, engana, mas é mesmo um robalo lindo e pesado.

Como dá para ver a nevoa vinha na nossa direção e o Navio desapareceu, não me saia da cabeça a proa na minha direção e mesmo estando ai a uns 10 Km do terminal, ainda se via que o tal que tinha de sair para este entrar permanecia no cais.

Começou alguma atividade de peixe maior, douradas quileiras e bons sargos deram um ar da sua graça, enquanto eu repetia um pouco paranoico para o meu pai para estar alerta com o Navio ao qual ele repetia constantemente, não te preocupes estamos fora de rota deles, mas mais  preocupado ficava com o tom da buzina de aviso de Navio a navegar, aquele tummmmmm tummmmm, tummmmm que até assustava e fazia eco, não sei se estão a ouvir esse barulho, que em terra é engraçado mas no mar é assustador. 

O mais estranho era que para terra havia visibilidade, mas para o horizonte era uma parede de nevoeiro, isto durou 40 minutos mais ou menos e o meu desconforto era tanto, que estava mesmo preocupado, pois do nada o Tummmm, Tummmmm, Tummmmm, estava cada vez mais próximo, o meu pai dizia , "não estamos na rota de entrada do Porto", eu respondia "o gajo estava aproado a mim na última imagem que tenho dele e não te esqueças que esta a pairar a 40 minutos e para manobrar e curvar quase parado vai descair para cima de nós"

Quando do Nada vejo uma Proa gigante a romper o nevoiro com o baruho Tummmmm, Tummmm, TUMMMMMMM, fdxxxxxx, já estava a pescar com o motor a trabalhar e a faca do Rambo ao pé de mim :) NÃO ia ligar o motor na hora, fogooooooo.

Fiz marcha a Ré com o corpo a tremer e pensei, eu cortar o cabo, ele que corte, na foto não parece mas o cabo sai do barco mas está solto no seu final tem uma boia para estes casos de dar a sola.


A nevoa espaireceu e ele apareceu, não vinha em grande velocidade e eu tinha o motor a trabalhar, deu tempo para me afastar, mas que é uma situação medonha, isso é, fiz um vídeo, um dia mais tarde mostro e dá para meter medo.
Se repararem bem, esta um ponto branco na direção do cabo é o meu balão que indica onde me encontrava a pescar, o desgraçado roçou na borda do Navio.

Passado o sucedido e o mar com a sua passagem ter ficado com umas correntes malucas e tormenta, fui  recuperando o cabo lentamente para a posição que me encontrava, pois não queria mesmo abandonar o local, andavam lá uns belos peixes, mas como é obvio a atividade desapareceu e durante a hora seguinte nada se passou, nem as piranhas do fundo, safias e garoupas existiam, já tinha chamado os nomes todos ao Capitão do Navio e que me tinha estragado a pesca, o meu pai engraçadinho como sempre, picava-me a dizer que o exemplar do dia era dele, quando nesse momento, sinto um toque daqueles que não enganam e ferro alto, virei-me para ele e disse este é o pai do teu, vi logo que era um robalão pelo trabalhar do fio.

Que luta amigos, o mais difícil é ver estes maganos a tona de água afastados do barco com a boca de fora a estrapechar para todo o lado, que adrenalina...


Com a fugida da nevoa veio o calor infernal e mais uns peixes lindos, que dia mais doido, este vai ficar na memoria por tudo o que se passou.


A variedade era espetacular, só faltou o peixe galo neste dia, arriscava-me a dizer que tinha apanhado todas as espécies com peso mais procuradas da nossa costa.

Como dizia anteriormente aqui está a cadeirada de Lula que eu fiz para comer com os meus amigos e sócios João e Muralha.




Boas Fainas.



segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Peixes de Verão

 Viva malta

Este post relata um pouco o que foi o meu verão,  bem diferente dos últimos,  pois a minha pesca forte é as ilhadas aos sargos, mas neste verão quente com os ensinamentos dos meus amigos e sócios João e Muralhas as coisas foram diferentes, menos peixe mas muito maior e varias qualidades.


Nada melhor que sair da Marina e ver os habitantes do molhe logo cedo, gaivotas, corvos marinhos e uma garça cinzenta que partilham os grandes doles do molhe entre si.


A calmaria no início do dia é tão boa como a chega da noite... com o defeso dos percebes, costumo fazer uns quilómetros até Troia e ir apanhar uns canivetes,  sei que a malta chama lingueirões,  mas aqui são canivetes:)


Voltando a pesca e como tinha dito, estes peixes apanhados por mim, tem os ensinamentos dos meus amigos, tal como o amigo Pedro me deu dicas preciosas da pesca na areia ao Robalo o João  o Muralhas fizeram o mesmo na pesca embarcada, não é que não apanhe uns peixes bons, apanho sim, mas mais de Inverno e com mares fortes.
Pescar em mares de verão parados de barco não é tarefa fácil e era coisa que punha de lado, mas agora as coisas mudaram,  não há sempre peixe, chibos são constantes, mas quando há atividade as capturas são lindas.


Um de alguns robalos que enganei no meio da fundura, com um calor infernal.


Depois da aula a foto da praxe, de seguida foi hora de comer uma caldeirada de lula, sim lula porque foi um tubo que guardei para nós. 


A meio do verão por vezes encontrar percebes de qualidade e tamanho não é fácil,  as vezes encontro destes em sítios impensáveis junto a costa.

Esta caixa representa bem uma montra de luxo de um restaurante, um dia que depois de 3 horas a dar de comer as piranhas do fundo, os grandes resolveram entrar no pesqueiro mais que feito e atacar sem do nem piedade.



O professor dos robalos a dar aula de spinning, essa arte ainda não me cativou porque nas vezes que a fiz não apanhei nada e foram algumas, mas se apanho um estava nesta altura também viciado como alguns, hahahahah


Não é nenhum monstro , mas é o meu record de Pargo em mais um dia de calor.


Entradas de verão para beber uma bem fresca é sempre apetecível

O Muralhas a mostrar como se pesca no meio do oceano com mares que parecem piscina.


Termino por agora, mas ainda há mais alguns para mostrar e também a nossa caldeirada:)

Boas Fainas


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Robalos de brinde

Tem sido uma tarefa difícil fazer um post, pois com tantas dificuldades para tal, desde teclas que só funcionam à pancada, atualizações que mudam a configuração do blog , ter um telemóvel que o cabo de ligar ao PC não funciona, devido a Marca do mesmo que foi defeito de fabrico (A42 da Samsung) e este até já saiu do mercado, e muito mais mas não vou alongar, pois para escrever este paragrafo demorei 5 minutos devido ao teclado :)

 Bem mas isso não importa a vocês como é obvio, a culpa acaba por ser minha, vamos ao que interessa.


Com a cores do Inverno à porta, está na hora de afinar as canas da areia, a procura dos lindos robalos, em particular para mim, tenho sindo brindado com eles em outras pescas, como atualmente vivo da pesca, ataco em várias vertentes, conseguindo apanhar quase todas a valiosas espécies da nossa costa, como existem muitos sargos na minha zona, acaba por ser umas das espécies que consumo mais.


Tenho sido brindado com um robalinho por vezes mesmo não os procurando, neste dia depois de apanhar uns sargalhões lindos, também apareceu um robalote.


Esta próxima foto, foi de uma noite longa até de manhã, onde as grandes iscadas selecionaram os sargos quileiros no meio dos pequenos, e salvaram a dura noite.


Mais uma noite, esta começou à meia noite a andar no areia movediça e grossa da costa norte de Sines, chegada ao cabeço que pretendia pescar, inverti o sentido e carro, pois o limo tinha encostado em massa, rumo a costa sul, no pesqueiro pretendido estava cheio de malta, coisa rara por aquelas bandas, isto já era 2h da manhã quando vou a outro cantinho que gosto e não se via viva alma, os sargos ruíam tudo e das grandes pancadas que davam até pareciam peixes feitos, mas só aproveitei 2 deles, se não pesca-se com anzois 5/0 tinha apanho uma saca de sargos, de 3 iscadas fiz uma xxl para os sargos demorarem a ratar e ao nascer do dia salvei a noite com um lindo e gordo robalo.


Mais uma pesca a chumbica com a arca composta, para variar vem mais um robalote de brinde.


O robalo da iscada xxl, quando não cabem na tradicional arca de esferovite e sinal de bom tamanho, tem que ir para a saca do IKEA, eu por norma faço um buraco e tapo o saco, não vá aparecer uma papa galinhas da escuridão.


Despeço-me com a minha ilha favorita lá ao fundo, belas remadas que dou até lá;)


 

domingo, 6 de julho de 2025

24h de pesca

 Olá pessoal.

Depois de alguns dias de mau tempo, a pesca robaleira foi posta de parte, quando surgiu a bonança davam mar de 2m durante o dia e a cair para 1m à noite.

Tinha em mente ir de barco a procura de uns sargos de dia, se a coisa corre-se mal não perderia muito tempo e atacava a noite toda aos robalos, se corre-se bem pescava tranquilo e atacaria somente de madrugada na areia.

No meio da manhã nas calmas navego 5 minutos e fui fundear perto de casa, mar duro com ausência de vento, é muito bom para pescar leve aos sargos, depois de uma dezena de minutos com pouca atividade, começaram a sair uns peixes bem bonitos, eu e o meu pai íamos tirando uns sargos gordos intercalados com douradas e parguetes bem bonitos, não se explica muito, há dias nestes pesqueiros perto, que não se sente um peixe, neste dia andavam ativos e famintos, foi curtir uma pesca a chumbica leve e grandes lutas por ali acima.

A arca ia bem composta, quando numa recuperação de linha para iscar, tenho um ataque frenético, mesmo debaixo do barco, um lindo sarrajão que me deu uma luta de bons minutos até entrar no xalavar.

Com a pesca mais que feita, cheguei mais cedo a casa do que o previsto, mas como disse se fosse boa só iria de madrugada, então arranjei dois sargos gordos para o jantar e aproveitei para dormir 4h para descansar o corpo.

Às 2h da manhã estava a sair de casa com o objetivo de apanhar mais um robalo, depois de andar na areia uns bons minutos reparei que o limo não me iria deixar pescar, maratona de volta ao carro e fui para a outra costa de Sines mais a Sul, com a maré a bater cheia às 4h da manhã era pescar ali 3h, pois neste spot quando vaza torna-se complicado.

Muito sargo miúdo a chatear, iam devorando as iscas, mas uma pancada mais forte deu logo para perceber que não seria sargo, era 4h da manhã e tinha um bom peixe do lado de lá da linha.

Peixe cobrado nas calmas, pois numa praia plana sem rochas é uma papa tirar um robalo, a norte de Sines a conversa é outra com a escoa vertical da própria morfologia da praia a dar grandes trabalhos para cobrar um peixe, muitos sacanas já me fugiram aos pés e calhando peixes de record, mas faz parte não é!

Missão comprida, dia de pesca muito bom e jantar ainda melhor.


Numa ida para os lados do Lobo, não faltou o tinto do Inverno e muita história de pesca, este ano o Pedro esteve muito forte e passou-me a energia, pois também foi um Inverno de robalos para mim, aproveitei e aprendi mais um pouco com o professor dos robalos.


Boas fainas.