sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Continuação da época sargueira

Viva malta, a muito que não dava noticias, não era por falta de vontade, foi mesmo necessário esta ausência, pois houve outras prioridades, não ando muito inspirado para escrever, hoje vou deixar apenas umas boas fotos de uns sargos bons e respectivo petisco.









Haja saúde e tempo para as fainas.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Época redonda

Viva malta.
Com os prateados a serem posto de lado, é altura de procurar listados crescidos, se a época dos robalos foi fraca, a dos sargos arrancou bastante bem, boas capturas, o suficiente para comer e desgostar este excelente peixe que tanto respeito.
Como o amigo marafaddeeee PJ apertou comigo em relação ao petisco, vou deixar aqui como tenho cozinhado estes lindos sargos, a ementa é repetitiva mas tive que encher a pança de bom peixe, e olhem que não fiquei enjoado, em vez de uma historia desta vez fica a galeria de uns bons pratos a custo zero e saudáveis...
 Sargos à homem, até a vareta estalou a içar os macacos:)
Bem escaladinhos no tabuleiro são mesmo um mimo:)
Por vezes os mais maneiros de tão gordos também mereciam um tabuleiro, mais maneiros agora porque no verão estes mesmo, são os grandes;)
Enquanto esperava que torrassem no forno, abria o apetite com o petisco da pedra.
 Mistas destas, são o que procuro nesta altuara
Belo tinto, acreditem.
Sargos ao luz fosco.
Bem vocês devem pensar, este gajo só come sargos, mas é verdade acreditem, ehehehehehe.
Saudinha e Palinhe marafade, como não tenho ria, só posso apresentar peixe no cardápio, mas não te esqueças que eu no verão vou ai a baixo:) ahahahhahahah
Boas fainas 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

A recompensa.

Com a época do robalo terminada para mim, foi já numa das ultimas investidas que apanhei o peixe que me fez esquecer e dar valor a tantas horas de espera, que no meio de tanto frio, sono, cansaço e até algum sacrifício, me deu novo record pessoal, que muito sinceramente não é isso que procuro, nem faço disso um objectivo ou foco, acima de tudo a pesca para mim, engloba gosto, auto sustentabilidade, tirando partido do mar e gastando o menos dinheiro possível,  para uma alimentação saudável, sem estragar o eco sistema e preservar ao máximo a natureza e aproveitando os seus recursos...

 Depois de 3 noites sozinho num spot bem perto de casa, fiz por volta de 6,7 horas de pesca diárias com apenas 2 bailas daquelas já de bitola rara, o 4º dia o Mário teria tempo para se juntar a mim, mas como se atrasou decidi trocar de praia já era muita grade, para voltar ao mesmo pesqueiro.
O Mário quando se despachou, ficou mesmo perto de casa, no spot que tive 3 dias, depois de 3 horas de pesca, liga-me a dizer que ia embora, pois já tinha a pesca feita, um macaco com quase 4 quilos e uns tantos sargos.
Eheheheh, estive lá 3 dias e nada, o Marinho chega lá e pimba, a meia noite passo na casa do Mário a pedir-lhe o segredo, pois ele andava a enganar-me concerteza, eheheheheheh a risota que isto deu...
Depois de ele me dar o resto da isca (mágica) dele, fui a casa esticar as pernas até as 3 da matina, para fazer ali 4 horinhas brutas até nascer o dia.
Era 5 da manhã e nem uma escama, como a noite era de temperaturas negativas, levava 0,5 litro de tinto e um pouco de moscatel, isquei as iscas com a magia do Marinho, emborquei a bebida toda com uma sandes de presunto, fiz um abrigo da humidade que caia, enrolei-me todo com a  pancada do tinto, marimbei-me para pesca e embalei até a 7 da matina num sono tão profundo que o areião gelado transformou-se nas Caraíbas a descansar ao sol , ahahahahahahhaha
Quando acordei ainda de noite, fui ver cana a cana a resmungar e a dizer que para mim bastava este ano de tanto sofrimento, as canas estavam que nem estátuas, depois de ver as duas que estavam ao pé de mim, fui até a 3ª que estava ai uns 200 metros, estava tal e qual, peguei nela e pumba, uma cabeçada daquelas que nem um gajo imagina, só disse para mim, finalmente tenho a recompensa nas unhas. 
Começou o baile, tinha um chicote artesanal de 30 metros  0,50 e nunca perdi um peixe com este diâmetro de fio, sabia que ao entrar o 50 no carreto, era a minha força contra a dele, mas este ano, esta praia ficou com dois fundões de seguida, isto é a onda quebra côco arrebenta no 1º fundão e no segundo faz back wach, como se diz no surf e retorna no 2º, fazendo a escoa final o contrario, em vez de por para fora , o gajo ganhava força com o nível da água e voltava para traz com o gás todo, apertei com ele umas 15 vezes para o por fora, mas mesmo à bruta,  desistia, abria drag e deixava-o ir, como aqui é só areia, tinha tempo para o cansar, mas eu que me cansei, ahahahahahah
Um dia destes, com mais uma grade enchi a arca com outro tipo de peixe, lá atrás também ceifei aqueles belos agriões.
Mas continuando com o peixe nas unhas, depois de estar a pescar desde as 5 da tarde, com entrevalo ali de 3 horinhas,acordei de rastos no gelado areão, a força era pouca, já nem sabia o que fazer, parecia que lutava com uma pedra as cabeçadas, aguentei o gajo ali 5 minutos para me acalmar e ganhar força, foi sem dúvida a maior batalha que tive com um peixe, não sei ao certo, mas aquilo já durava a 20 minutos, o dia estava a rebentar e quando tinha o peixe ali a 10 metros, o degrau da linha do mar para o fundão era tão grande que sentia a chumbada a enterrar com o peixe a puxar, teria que esperar por um set de onda um bocadinho maiores e ter a sorte de a embalagem do mar me dar uma ajuda.
Já estava todo molhado, quando em mais um aperto, finalmente uma onda me dá uma ajuda e o peixe passa ao meu lado, ai agarrei-me logo a ele, para traz já não voltava, se  não era mais do mesmo. 
Nunca mais vou esquecer desta luta, este dia, a noite gelada, também disse para mim mesmo, acabou a robalagem e agora quero é pescar uns listados redondos, a época para mim acabou, eheheheh.
Abri a época do sargo, com uns peixes bons também, o cheiro a mar e o som do sal a estalar na brasa veio para ficar no meu quintal :)
Um dia destes, ao tratar de uns négocios, passei no Peso da Regua, sitio lindo, reparei num homem a pesca e fui ver o que se pescava ali, por sorte, ele tira um Lucio Perca, mesmo na minha frente ai com uns 2 quilos, lindo peixe, para mim uma novidade.



Lindo peixe, comprido e magro, com uma genica louca... 
Boas fainas.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Tradição do Domingo

Estou de volta para relatar mais uma noite dura de surfcasting.
Num Domingo gelado, com a tradicional lareira acesa e um bom petisco acompanhado de tinto, para relaxar e descontrair um bocado, é o tópico para estar uma boa noite, com as tais condições que por vezes aparecem 2 ou 3 vezes como gostamos num mês.
O Mário estando em altas, a tarde já me desafiava, eu devido a uma mazela que arranjei para aqui, não ando na minha melhor forma, a qual me condiciona neste tipo de pesca.
Era meia noite e como só trabalhávamos de tarde na segunda feira, era hora de apagar a lareira, sair do conforto do lar, fazer um café e um chá bem quente para a longa noite e arrancar...
Como o que não falta aqui é areia para pescar, fomos para um spot que chamamos a Deserta, neste dia, como não estou bem, pedi ao Mário para reunirmos as coisas, fazer um bom abrigo, que eu iria por as canas com iscas à homem e ia esticar o esqueleto, com rondas de hora a hora nas minhas canas, ele pescaria para o seu lado direito e eu para o esquerdo, assim convivíamos mais e eu aproveitava a cadeira dele, ahahahahahahhahaah.
Eu já estava bem instalado no abrigo a beber um chá, pois não me conseguia mexer muito, já o Mário andava de um lado para o outro, abrindo a noite com a maior Baila da época com 1,500 kg, que lindo peixe, estava redonda a magana.
Ele não parava de um lado para o outro e apanhou ali mais 3 bailas mais pequenas e ia compondo a arca, fui ver as canas e nem sinal.
Nisto aparece ele com mais um bom Robalo, um pouco maior que a Baila, já tinha a noite ganha, estava mesmo imparável.
Voltei ao abrigo e mais um despertar daqui a uma hora, a noite cada vez mais húmida e gelada, com o lombo cheio de dores, pensei mesmo em nem me preocupar com as canas, mas a maré enchia e não me podia descuidar.
Próxima ronda, fio em terra, muita ondulação, pensei que fosse mais uma chumbada ariada e um estralho perdido, coisa que me aconteceu este ano vezes sem conta... mas não, tinha lá um bom peixe, depois de tanto chibo, curti o momento, suei um bocado e no fim mesmo todo tordo do cabedal, lá pus o melhor robalo até a data deste ano na areia.
Reforçar as iscas e mais um descanso de uma hora.
Petisco do bom.

Mas continuando, bebemos mais uma chazada com uns pasteis de nata, conversamos e embalamos a conversa já contentes com os peixinhos, poucos mas bons.
Alvorada para o nascer do dia e fazer a ronda, tudo na mesma nas canas dos dois, a primeira cana que vejo, desenrolo os estralhos, vejo um agueiro, já com a luz fusco, desloco-me 30 metros para a por lá, lanço estico a linha, ponho a cana no descanso e viro costas, dou meia dúzia de paços a caminho de outra cana e olho para traz, até me assustei, eheheheheh, verdade, olhei para o mar não fosse algo preso no fio, coisa de 20 segundos estava dobrada com uma genica.
O segundo peixe e também bom, como eu procuro, mais uma luta porreira e cheia de força, estava a ser a melhor noite este ano para mim...
O total dos dois, poucos mas bons
A cadeira do Marinho, foi a minha moleta, eheheheh
Um dia deste frios, fui mais o Lobo comer um pica-pau regado com tinto Alentejano e falar de pesca, como o Pedro diz, um gajo tem que comer qualquer coisa, ehehehehhe
Boas fainas.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Robalagem fugitiva

Viva pessoal.
Com a minha época do robalo a beira do fim, depois de ver muitos nascer e pôr do sois,  serões com temperaturas negativas, a muito custo fui fazendo uns robaletes escassos e que merecessem ir para a arca, de referir que pesquei sempre muito grosso, a procura do tal que faz um gajo ficar parvo a olhar para ele.
 Mais um nascer do dia com tudo muito calmo.
 Um robalo com 2Kg, para mim o ano passado era pequeno, este ano era um sonho, eheheheheh
 O Marinho este ano vingou-se e mostrou que depois de aprender rápido a apanhar sargos, esta um verdadeiro pescador de robalões, nesta noite gelada e húmida bateu o seu record pessoal, para não falar da magnifica pesca que fez na dura noite,ninguém o para :)
 Mais uma noite de espera pela frente.
 Uma pesca um robalo, se fosse sempre assim esta época, assinava já o contrato :)
 Robalinhos destes de quilo e pouco, são mesmo a medida para beber um tinto.
 Os polvos da maré, lá marcharam no forno, que petisco do além...
Palavras para quê! mais uma dupla de peso do meu amigo Mário, espectacular :)

Bem e assim foi o resultado de muitas noites frias, onde procurei uns peixes de peso, não saíram a mim, saíram ao Mário, mais que merecidos, se eu trabalho a pescar e tenho sempre a moral em alta, ele não fica nada atrás, o ambiente que criamos e o convívio que fazemos, não tem robalo que pague, ainda vou largar uns anzóis bem grandes a procura do meu, desistir nunca...

De referir que hoje, mais uma noticia triste aqui em Sines, um derrame de fuel na nossa costa, mais concretamente no Terminal 21 (contentores) , na TV dizem que foi 250 kg , fantochada de palhaços, um video mostra toneladas a sair directamente para o mar, já circula no Facebook, e em breve toda a gente vai ver os 250 kg falado na TV, vergonha nacional, não se pode fazer nada e somos sempre vigiados aqui em Sines para pescar, mas depois estragam a fauna toda em segundos, isto mexe muito comigo, pois no meu ver há muita falta de profissionalismo ai espalhado e estes erros são comuns por Sines, para mim inadmissíveis, e severamente punidos, não é punir um gajo de apanhar uma navalheira ou um polvo, que neste momento estão a levar um banho de fuel... 

Fica aqui um video a tirar um sarguinho em São Torpes, que neste momento está em risco de levar um banho de Fuel, depois de já ter levado um banho de crude nos anos 80, quando eu pescava nesse dia na praia e vi aquela desgraça toda...esperemos que hoje não volte a acontecer, mas conhecendo a zona, tudo o que for derrame naquela área portuária, encaminha-se naturalmente para Sul...São Torpes, praia massacrada ao longo dos últimos 40 anos pela Industria e agora pelo aumento da área portuária de Sines, mas o lúdico é que paga... muito triste...
Desta vez acabo, não com boas fainas, mas Sim com Não a Poluição.