sábado, 14 de abril de 2018

O Lobo a lebre e a raposa

Viva pessoal.
Com o inverno no seu auge, recebi a visita do amigo Pedro lobodumar.blogspot.com para umas noites de pesca, convívio e petisco.
Preparei uma granada com entrecosto e chouriço, para nos alimentar-mos bem para as noites geladas que ai vinham, o objetivo era mesmo descansar de dia, acordar e fazer um lanche ajantarado com um tinto a mistura, preparar a ceia para a pesca e arrancar para a praia de preferência mais deserta que pudéssemos, o amigo Mário juntou-se a equipa e lá fomos nós para noite fria que se adivinhava.
 
Mais que apanhar peixe, era mesmo o convívio, e receber tão bem o Pedro, como ele me recebe quando vou a Faro, não é de mais repetir que foi ele que incentivou e motivou para fazer este tipo de pesca.
 
 
Por aqui as praias a norte são tudo menos normal para ele, pois ao contrário das praias de areia fina e planas que ele domina, aqui a areia é grossa e a praia bem funda, à noite é mesmo um fosso escuro, as fotos não representam nada a realidade da mesma, onde ele apelidou como o Abismo...
Mas neste dia rumamos mais a norte devido ao mar forte e depois de muito pedalar, acabamos na praia da Raposa, nome este porque existe lá uma raposa que só não gama o que não pode, o que vale é que as cervejas tem carica, senão ela mamava-as também.
Aqui o anjinho fez uma Pizza para a ceia e não a escondeu bem, mal esticava as canas já a gaja me tinha a mamado, só faltou eu servi-la numa bandeja, eheheheheh

 
Escondo o resto da comida e dou uma corrida até ao Lobo,  para o avisar que a magana já me tinha tramado, pois ele estava recheado de bolinhos algarvios. 
Mesmo avisado já sabem quem papou os bolinhos, claro que não fomos nós, eheheheheh, dá vontade de rir agora, mas ficamos foD#$#%#% como o caraças, ahahahahahah.
Só faltava o Marinho que levava comida para um exercito como é o normal nele, e disse logo ao Pedro que não íamos passar fome se ele não fosse roubado.
O Mário andava de mão quente, e com o saco da marmita atrás, volta e meia vinha por um bom robalo a minha caixa.
 
 
A noite estava a ser dura, apesar de pouco peixe eram todos bons e claro que umas das melhores horas, é a ceia convívio, no meio de um tinto e uns palavrões para a raposa lá papamos a marmita que não foi roubada
 
 
Ainda safei dois bons peixecos.
 
 
O Marinho além de mão quente andava com o volante a arder, e depois de apanhar 2 belos robalos ainda apanhou esta bela lebre, eheheheh ninguém o parou nesta noite, além de ser p único a enganar a raposa, ainda apanhou belo material, eheheheeheh
 
 
É caso para dizer, O Lobo a lebre e só falta a raposa, descuida-te e ela rouba-te a lebre, eheheheh.
 
 
Chegar a casa, lavar o material e preparar tudo para o dia seguinte, fomos ainda a tempo de beber o leite com chocolate antes do sol nascer eheheheheh.
 
 
 
 
O resto dos peixecos veem para o próximo post, até lá boas fainas...
 


terça-feira, 3 de abril de 2018

Dia longo, peixe longo.

Dia frio e solarengo, desta feita arranquei bem cedo de casa ao contrário de tudo o que tinha feito até agora, uma hora de caminho e fui ancorar lá para os lados do Carvalhal, apenas devido ao mar forte que se fazia sentir em Sines e me obrigou a fazer uns quilómetros para matar o vicio.
Eram 15h da tarde e tinhas a canas a pescar com iscas fortes para um cabeçudo, a tarde ia rolando e nada, entrou a noite e a atividade contínuo nula, resumindo desde as 15h até às 22h sem sentir um único peixe.
 
 
Sete horas a aguentar, resolvi arrancar dali, encontrei um companheiro que já tinha desistido também, mas levavas uns peixecos daqueles que não tinham boca para as minhas iscas, ponho-me a caminho de casa e às 23h estava a aquecer uma feijoada de lulas que já tinha feito de manhã, para forrar o estômago com um tinto a acompanhar a magana...
  
 
Estiquei as pernas no sofá e pús o despertador no telemóvel para ás duas da matina, neste dia com temperaturas de 0 graus, papar 7h com um chibo, fazer 150 Km, chegar ao conforto de casa e às duas da matina arrancar outra vez para a pesca, é preciso gostar muito de pescar independentemente de se apanhar peixe ou não, um pescador também não é só isso para mim, é limpar o lixo que faz, preservar a natureza, respeitar as leis que inventam, saber levar chibos e depois apanhar peixe, sem andar desmotivado...
 
 
Neste novo pesqueiro que escolhi, bem mais perto de casa, até porque o mar tinha arreado e bem, às 3h da matina tinhas as linhas na água, pronto para a espera.
Não tardou e reparei que andava no pesqueiro uns peixinhos muito pequenos, mas no meio deles ainda safei um sargo jeitosos e 2 robalotes quase de quilo, mais uma variazeca aceitável, foi o que aproveitei até às 6 da manhã.
Mesmo com anzois de 3/0 a 5/0 vinham sargotes de 50g, incrível.
 
 
Já tinha peixe para comer nos próximos dias, pensava cá para mim, porreiro só esta atividade e aproveitar 5 peixes já é bem compensatório pelo que fiz hoje.
Era 6h e estava já em fase de quebra, quando a cana que tinha mais longe de mim dá um abanão e faca paradinha, não liguei pensando de ser um robalote do calibre dos outros 2 que tinha apanhado, podem não acreditar, mas como a cana estava longe, ainda esperei um bocado depois de ver a isca das outras duas  e repor as mesma, é que fui ver o que tinha lá.
Pego na cana, leve com não tivesse fio, fui recuperando lentamente, a pensar, não me digas que tenho aqui um bom peixe...
Depois de 10h tinha um peixe a seria nas unhas, muito sinceramente, com 0,50 apertei com magano e com uma ondeca veio parar cá fora.
 
 
 
O meu amigo Lobo inspirou-me e do record dele, fiz o meu ,6Kg certinhos deste macaco comprido e um pouco magro, já desovado e sem força nenhuma.
 
 
Sorte ou não, a recompensa foi saborosa, qual 0 graus e cansaço, estava a nascer o dia e era hora de arrumar a tralha, estava bem contente e para saborear ainda mais a captura, acabei por andar até às 9 da manhã a ver praias e o mar com o meu carro sem me apetecer ir para casa, até que ao passar num spot pareceu-me ver o pessoal do Gang de (Os Pescas).
Eram mesmo eles, foi um prazer conhecer o Filipe e o seu amigo, que me desculpe não saber o seu nome.
 
 
É pena OS PESCAS postarem no Facebook e deixarem o blog, mas compreendo...
 
 
Boas Fainas
 

sexta-feira, 23 de março de 2018

Noite sofrida mas com brinde.

Mais uma pesca dura, nos dias gelados que se fizeram sentir.
Sai de casa já a noite ia a meio, tinha em mente ir a norte para os lados de Santo André, zona onde morei e conheço muitas praias, onde passava o verão na companhia de amigos na galhofa depois de uma caminhada longa pelo pinhal que divide Santo André da Costa, velhos tempos onde não havia muito para fazer em casa, e as ferias eram na rua e na praia.
 
Tinha em mente um spot onde já tinha pescado mas sem sucesso, mas sei que é bom, claro que aquela hora da noite a combinar com o frio, era o único que andava a pesca naquelas bandas.
 
 
Já se aproximava o romper do dia, com as pescas intactas, vi uma cana balançar ligeiramente, sem pressas caminhei para ela, pensei de ser uma baileca perdida que poderia já estar lá algum tempo, pois por norma fico longos períodos sem olhar para as canas, e estava já forrando o estômago para começar a dura tarefa de arrumar o material e seguir caminho.
Quando pego na cana, deu para sentir um bom peixe, que vem vindo sem luta alguma, até ficar com o nariz fora de água, perecia que tinha acordado para a vida e deu-me uma bela luta na escoa, o mar era muito pouco e com alguma facilidade cobrei o peixe para a areia, mais um brinde a hora mágica, as tantas da madrugada.
 
 
O único peixe daquela noite, para não variar só um mas bom, 4 Kg , muitas pesca de um peixe:)
 
Temos varias praias lindíssimas na costa alentejana, spots para o surfcasting a perder de vista, por acaso já aqui pesquei e gradei, mas um dia volto lá.
 
 
Aqui por Sines aquele temporal que arrasou o Algarve aqui também fez moças, como uma parte de Sines esta virada a Sul viu-se ondas onde não é normal, não pensem que esta chover, aquelas ondas quebravam e rodeavam as instalações do SEF e Marina (lojas e recção) e desaguavam na rampa da marina, quem conhece este local, consegue perceber a violência do mar neste dia.
 
 
Claro que aproveitei logo umas postas do rabo do robalote para fazer uma caldeirada
 
 
 
Há que sofrer para apanhar estes maganos, mas vale a pena, mas eu ao pé do mar sofro pouco acreditem, a grades são mais que muitas, e continuo sempre a procura do brinde...
Boas fainas malta.
 
 

domingo, 11 de março de 2018

Um de cada vez

Viva pessoal.
 De volta ao mar depois daquela pesca que vai ficar certamente  para sempre na minha memória, estava com as baterias cheias e preparado para as longas esperas que esta pesca proporciona.
Podem pensar que por vezes há muita atividade no surfcasting, acredito que sim, mas como eu pesco  não tenho tido muita por vários motivos, pesqueiro e iscadas, aposto mais em peixe maior, o certo é que quando a cana dá sinal é peixe bom, ou então é uma longa night gelada:)
 
 
Vou relatar duas pescas idênticas, apostei fazer duas noites em praias diferentes, que nunca tinha pescado, o mar era como eu gosto, pouca força e o frio era imenso, coisa que também gosto, em vez de apostar ao cair da noite, fiz o contrário, sai pela calada ás 2h da manhã, com a estratégia delineada, pescar até ás 6.30h para depois ter tempo para ir a casa lavar tudo e pegar no batente às 8h.
Praia só para mim, adoro, frio a montes e preparado com esperança de bater um cabeçudo à qualquer momento.
Enquanto espero, faço logo uns estralhos extras, para o dia seguinte e levo sempre um petisco e 33cl de vinho tinto para aquecer... a noite gelada corria bem, as canas pescavam o mar prometia, mas peixe nada... nada que me preocupa-se, estava preparado para isso, olho para o telele e vejo que são 6.10 da matina, hora de arrumar a 1ª cana, quando vejo outra cana dar uma pancada seca e ficar a abanar.
 
 
 Pego na cana e vejo que a grade pode estar safa, vi logo que não era um robalo, o peixe corria para a direita à maluca, típico da dourada, no entanto pensei que fosse um sargalhão, mas não, era mesmo uma bela Dourada magra como tudo, com certeza acaba de desovar, mas mesmo assim com 2kg, peixe que gordo era um lindo exemplar, mesmo assim safei a dura noite:)
 
Algures na costa Alentejana
 
No dia seguinte a mesma estratégia, mas a praia foi outra.
Tudo semelhante à noite anterior, pesqueiro a funcionar, pouca atividade e apenas uma pancada seca em toda a noite, onde estrei mais um spot com peixe porreiro.
 
 
Um robalo de 2 quilotes a safar a noite, melhor que nada, um peixe destes para mim é um mimo que o mar me dá.
 
 
O dia seguinte foi de descanso, aproveitei e fiz duas postas escaladas no forno, experimentem assim o peixe no forno para verem a diferença ;)
 
Hoje era esperado uma grande ondulação, não entrou como pensava, mas mesmo assim as ondas quebravam a 1km da costa , a sorte é que as mares eram curtas.
 
Boas fainas.
 

domingo, 4 de março de 2018

A recompensa

Depois de andar a sofrer algumas noites e até de ir comprar peixe para comer, coisa rara na minha vida, pois por norma apanho o meu próprio peixe para consumo a anos com regularidade,  a coisa andava mesmo azarenta, 5 pescarias  2 peixecos de 400g era muito pouco, também o  objetivo era apanhar um bom robalo e pescar para eles, que resumindo põe muito peixe de lado  no surfcasting, são escolhas  que se faz quando um pescador ama mesmo a pesca e não o faz por o fazer ou tirar partido disso.
Num dia daqueles que o frio ao meio da tarde já gelava os bigodes, depois de uma madrugada com a 6ª grade as  costas, digo para a minha mulher, 6 vezes sem nada, deve estar mesmo a acabar esta fase negativa, quando der com um é dos bons.
Ela responde "pois dizes sempre isso e depois não apanhas nada, só dizes isso para ir à pesca" mas eu convicto respondo" hoje é que é, sinto mesmo que hoje  vou apanhar um robalão" mas na realidade sentia mesmo que estava na altura de apanhar qualquer coisa.
O Mário vinha em viagem do algarve e eu  liguei-lhe a dizer que ia a pesca e se desse alguma coisa dava-lhe o toque, estava num pesqueiro a 25 minutos de casa e tinha isca para ele.
Ele só iria ter comigo se apanha-se algum robalo até  a hora de chegar a casa da sua viagem.
 
 
 
Pois preparei as canas  mesmo ao cair a noite,  o sol  já dizia adeus ao dia, quando noto uma cana cambalear para trás, ui ui a esta hora gosto destes toques, vou nas calmas direito a cana e quando pego nela e estico ligeiramente o fio o drag bem aberto dispara de uma maneira que comecei a fecha-lo mas ele continuava a zumbir com um power  inacreditável, tinha um robalão nas unhas, agora era trabalhar o animal a minha maneira, eheheheheh na verdade aperto um bocado com o peixe mas depois na escoa farto-me de trabalhar, é um vai e vem até ter a onda certa para o encalhar cá fora.
Com a batalha vencida, puxo o macaco para junto da  geleira ainda com as pernas um bocado a tremer e ajoelho-me na areia a apreciar um lindo peixe com  um pouco mais de 5 kg e a gozar o momento e adrenalina do sucedido, era para aquilo que tinha lutado as noites todas em vão.
Olho para traz  para gozar o Pôr do Sol mais  o lindo robalo, quando vejo a outra cana praticamente toda dobrada em U, Fod#%$%#%% não acredito, dou uma corrida agarro a  cana e vá de cuspir fio o sacana do carreto, tinha outro peixe de peso nas unhas, tive outra vez que forçar o drag para virar o macaco para terra, o gajo fugia de uma maneira  e uma força dos diabos, mais um robalão para vergar cá para fora, se estava a suar do 1º peixe já  estava em água com este 2º , depois de fazer o trabalho idêntico ao da primeira captura, vergo o sacana numa aberta da escoa cá para fora.
 
 
 
Tinha acabado de gozar os 10 minutos mais intensos de pesca da minha vida, 2 peixes que deram 10.500kg,  foi tempo de abrir uma cerveja e gozar o momento a olhar para estes dois belos peixes, afinal os meus pressentimentos estavam errados não era um, mas dois robalões que não cabiam na geleira.
Telefonei ao Mário e ele pergunta" já pescas?" Eu digo" quando chegares vem para apanhares um macaco dos bons"
Passado uma hora chega o Mário e eu estava sentado na areia com uma cana a pesca  e duas cá fora,  já tinha a pesca feita e estava mesmo só a espera dele, ele só dizia "és doido apanhas dois peixes deste e paras de pescar" " Marinho tenho a pesca feita eu espero que tu apanhes o teu, a mim depois desta leiteira devo estar um mês sem apanhar nada, ahahahaha"
 
O Mário começa a pescar e em meia hora põe 4 bons sargos cá fora, eu  montei uma cana com iscadas mais leves e anzois mais pequenos para os sargos, e nessa cana apanho mais 2 robalos um de quilo e outro de 1,5kg que nem mereceram  foto nesse dia, pois pareciam robaletes.
 
 
 
 
O Mário como estava em forma, não demora e saca um lindo robalo de 3kg, mais os sargos já tinha a pesca composta.
Estava a pesca feita, não valia a pena sofrer, o mar já nos tinha dado o suficiente para aquele dia.
 

 
O pesqueiro, algures de Sines a Troia,  acreditem que se estivesse ocupado este pesqueiro eu iria 1 ou 30 km mais ao lado, pois há 60 km de Costa boa para pescar, é preciso é saber esperar e sofrer um bocado, ou sofrer muito se não gostares de pesca.
 

 Boas fainas