quinta-feira, 21 de julho de 2016

Dupla perfeita

A dupla perfeita, percebes e sargos,
Pois bem, começar a fazer a maré bem cedo a procura de uns percebes bons, depende sempre do estado do mar, e não era que ele estivesse muito manso, mas tinha um sitio em mente que com ajuda do Mário, dava para apanhar aquele lote de luxo.
Sempre com o olho no mar, mergulhava na poça espumada com óculos, com correntes de todos os lados, e quando dava aquela pequena chanada dos espumeiros, a visão era incrível, com pinhas de percebes lindos, era aproveitar ali 3, 4 segundos e lança-los ao Mário.
Com as contas a baterem nos 4 Kg era hora de deixar lá o resto para um dia destes, se ninguém os vir antes de eu ir lá , ahahahahahah.
 
A qualidade top para este tipo de marisco, estava safo o lanche.
 
Com o virar da maré, o mar ganhou força e algum vento, era hora de limpar os percebes, aproveitar os pequenos para começar a caça aos sargos, que com água a ganhar nível, começam a mariscar, o peixe não era muito, mas de bom lote, volta e meia saia um e com a maré a ganhar muita água fomos abrigados a recuar e ir tentando a sorte em várias pedras, onde ia-mos fazendo uns dentuças bem engraçados.
 
Com a chegada da maré cheia, por norma o peixe deixa de comer, e demos como terminada a pesca, com a rede já bem composta de uns peixes bem porreiros, era hora ir desfrutar de um belo lanche e de umas geladas.
 
 
Com a chegada ao carro, os dentuças vão logo bem acondicionados e frescos a caminho do frigorifico, para eu desfrutando de umas belas refeições.
 
 
Foi mais uma pesca bem positiva e agradável, sem viva alma a volta e uma tranquilidade que hoje em dia é difícil de ter...
 
Para acabar fica mais umas fotos algarvias sempre com boas praias e bons petiscos.
 
 
 Aqui não dá para enganar, estamos no algarve, móóó...

Num dia quente algarvio, o amigo Pedro, liga-me a dizer que tinha uma arca com uns sumos gelados, fizemos uma fusão de uns lingueirões a lobo com uma ameijoas algarvias, mas cozinhadas a alentejana, com mais umas conquilhas da praia dos camones e um polvo do litoral alentejano, saiu um banquete de luxo...
 
Boas fainas.
 
 
 
 


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Muita rapidez.

Boas amigos!
Mais uma faina sargueira, e que faina, sargos para todos os gostos e feitios, uma pesca muito produtiva e divertida, daqueles dias que o peixe está debaixo dos pés ali durante uma hora a comer desalmadamente, e quanto mais rápido um gajo for, mais apanha, pois do nada, fecham e boca e nem mais um toque.



Fotos de surf este ano tem estado difícil, antes de uma surfada sozinho, vejam os aspeto da Prainha para me divertir em esquerdas e direitas bem fixes, no Alentejo isto ainda é possível!!

 Caixas forradas deles, a beber uma fresquinha a tirar umas fotos, sabe mesmo bem:)
Mas falava da rapidez que temos que ter, para quando o peixe aparece, e lembrei-me do meu amigo Mário, que se tornou um bom pescador de sargos mais rápido do que eu esperava, onde trabalha sempre com uma calma impressionante, que por vezes estou eu a dizer, "despacha-te aproveita agora!"
Certo dia saímos as 16h os dois, e fomos fazer uma ilhada rápida, a maré tinha uma hora de vazante, eu com a pressa toda monto a cana e começo a pescar, enquanto o Mário preparava o material, eu já tinha 3 dentolas cá fora, mal iscava e o Mário grandes iscadas, ainda por cima com percebe que dá sempre trabalho, o peixe estava lá e eu comecei a aviar neles, o Mário dizia-me "tu deixas o anzol de fora e nem o tapas", e ele grandes iscadas com a calma dele, que resulta muito bem quando peixe anda a comer de passagem, mas há dias que comem ali num espaço curto de tempo, acho que eles só não comem é pedras quando entram assim em massa, :)
Ele também apanhou peixe,  por vezes já apanha mais que eu, mas nesse dia aconteceu o que eu esperava, foi meia hora a grande e depois chapéu.
Esta pesca não foi nesse dia, mas foi muito parecida, com o peixe a marcar presença ali num espaço curto de tempo.


Como o amigo Pedro é praticamente meu vizinho no Algarve, e eu tinha feito uma maré antes da viagem para baixo, ligo-lhe e vejo a sua disponibilidade, quando ele me diz que tinha ali uns canivetes para cozinhar a moda Lobo do Mar, eu juntei mais uns percebes e um polvo no forno e fui recebido com um Martine a Lobo, que já tem patente e vai ser a bebida revelação deste verão:)

Que lanche de qualidade, é por isso que adoro o nosso mar, e também a ria formosa, neste dia o amigo Pedro abriu o livro das suas aventuras a Tom Sawyer, e foi um fartote de rir, claro que sempre acompanhados de umas bebidas geladas.

Para acabar deixo aqui uma foto do aperitivo que virá ai um dia destes, onde dei com os tais percebes de luxo.


 Boas fainas



quarta-feira, 29 de junho de 2016

5 minutos loucos

Viva Pessoal.
Mais uma história de pesca, e ainda dos sargos de arribação da primavera, pesca sofrida para fazer meia dúzia de sargos de meio quilo, muito cansaço no corpo e o dia já estava a dar os últimos raios de sol, quando já conformado com a pesca que tinha, resolvo fazer o ultimo lançamento para cima de um bico de pedra já sem água, no intuito de deixar lá a chumbica e pirar-me.
Bem dito bem feito, abro a alça do carreto como costumo fazer para partir o fio, apanho o mesmo a mão e puxo, para partir a linha, pensava eu que a tinha partido, quando ao recolher o fio a cana bate violentamente, era um belo sargalhão, que com alguma dificuldade veio para seco.
 
Ria Formosa
 
 
Bem fiquei todo contente como é normal, com a mesma isca e cheia de sangue (dizem que eles já não vão lá) há malta que mete logo um anzol novo, eu pesco com a isca com sangue e apanho na mesma, pois neste dia lancei para o lado  oposto da pedra e passado 5 segundos outro macaco lá cravado, este mais pequeno, mas também acima de quilo, pimba em seco.
Nem acreditava depois de um dia intenso com pouco peixe, reforcei a isca e ao terceiro lançamento naquele espaço de tempo, nem deu tempo para esticar a linha, peixe bruto do outro lado e um peso morto e estranho, pensei que fosse um bodião dos grandes e aperto com o peixe, para ver o que vinha ai, pois não estava a espera, uma linda dourada bem maior que os sargos a bater o rabo praticamente a boiar, era só uma pequena vaga para a por em seco, pois tinha o peixe ali ao pé dos pés, aguentei a bicha e quando me preparo para a encostar, ela acorda e dá um arranque, mesmo com o drag bem aberto, partiu-me aquilo tudo, tinha sido os melhores cinco minutos de pesca que eu me lembre se a magana vem para seco.
 
 
Alentejo
 
Bem como a minha segunda casa é o algarve, encontrei o PJ dos Marafados, para o ouvir falar nas matulonas e bebermos uma fresca, deu para ver que já recuperou dos azares, e encontra-se em forma para o verão, isso é que importa :)
 
O rei das matulonas
 
Mais uma volta e fui parar a S. Luzia.
 
Um dia deste fui a ilha apanhar uns belos redondos para a grelha.
 
 
Como já vem sido habitual, nesta altura do ano, não falha os petisco com o amigo Pedro "Lobo do mar", onde me recebe muito bem e esta sempre pronto para dar ao dente.
Aproveitamos para comer só petiscos apanhados por nós com umas bebidas bem geladas, para combater o calor... e por a conversa em dia...
 
Depois de um Martini a Lobo, a mesa está pronta.
Boas fainas.
 
 
 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Um dia em cheio

Boas pessoal
Dando continuidade as minhas histórias piscatórias, este relato é de mais uma pesca sargueira feita na altura de arribação dos listados.
Com a maré vazia comecei por apanhar um lote de percebe de luxo, daquela qualidade que para mim a considero 5 estrelas e não há melhor neste tipo de marisco, caule e unha vermelha, não muito grande e da grossura de uma rolha, por norma este tipo  de percebe está na base da pedra e não pendurado, e tem constantemente água a correr sobre ele violentamente, o que o faz forte e musculado, ficando assim rijo e com a cor da sua carne praticamente rosa, com um paladar único a mar, muitas das vezes está qualidade é difícil de encontrar.
Depois da escolha dos mesmos, escolhe-se os mais pequenos para iscar e com a subida da maré começa-se a sondar a zona a espera de sinal dos dentuças.
 
 
Com a subida da maré fui apanhando uns sargos espaçadamente, mas tudo bons sargos acima de meio quilo, a pesca ia se compondo como eu tanto gosto, foi dos poucos dias este ano que vi entrar uns sargos em bom número neste pesqueiro de terra, que tantas alegrias e dias memoráveis já me deu.
 
 
 
Ilha do farol, Faro.
 
 
Um dia em cheio, com peixe para grelhar, forno e petisco de luxo para entrada.
 

Com o verão a porta, já se vai fazendo uns dias de praia a maneira, ilha do farol.

 
 Umas das praias mais bonitas aqui da minha zona.

Uma saladinha de ovas de sargo, com uns percebecos, daquela qualidade mais fraquinha, deu um belo lanche.
 
Boas fainas companheiros.
 

domingo, 5 de junho de 2016

Grandes filmes

Boas pessoal.
Desta feita, vou fazer um post um pouco diferente do habitual, 2 pequenos vídeos feitos por 2 cinegrafistas profissionais, mas por motivos  técnicos e para proteger certos habitats naturais as imagens estão um pouco destorcidas, ahahahahhahaha.
O primeira longa metragem, foi feita por o Francisco Muralhas a um ano atrás, quando conseguiu registar uma dourada capturada por mim.
O segundo, uma curta metragem foi mesmo feita por mim, coisa rara, lembrei-me que já tenho um telemóvel com câmara, e vai de filmar, uma sargaria na ilhota, a uns dias atrás, ahahahahha.
 
 
Obrigado Francisco;) um dia voltamos lá com o mar mais mansinho.
 

Boas fainas